Posts de Janeiro, 2008|Página de posts mensais
CAMPANHA DIRECIONADA!
Os estudiosos dizem que a “doença infantil do jornalismo” é não entender qual seu campo de atuação e sua função, e atuar como um partido político. Ou seja, disputando poder pelo poder, apoiando ou denegrindo. O Globo atua como um partido político no Rio. Não aceita um governante com autonomia e independência. Gosta de governantes submissos, reativos à suas matérias, que se sentem à mesa com intimidade.
Não conformado com a histórica vitória nas eleições para prefeito em 2004, iniciou uma campanha direcionada contra o prefeito do Rio. Apoiou com pompas e circunstâncias a intervenção inconstitucional na saúde do Rio, derrubada pelo STF por unanimidade. Iniciou uma campanha com direito a selo -ilegal e daí. Multiplicou, com outra campanha sobre favelização, depois desmoralizada pelas fotos e pelos fatos. Deu início, e depois multiplicou a campanha contra o pagamento do IPTU. Hoje -meio envergonhado- fez um mini-editorialzinho dizendo que apóia não se pagar IPTU, e que é uma campanha válida. Abriu o jogo descaradamente.
Esse jogo tem um preço alto para o Rio. O Globo virou um tablóide regional “vespertino” no tradicional estilo das manchetadas dos anos 50. Ontem enquanto os jornais de alcance nacional abriam manchete sobre a crise econômica e a queda das bolsas, o Globo tratava de fazer piada e ironia com uma proposta de aqueduto, dando toda a página três para isso.
O Rio não tem mais um jornal de opinião nacional. Pesquisa feita uns meses atrás com altos executivos e dirigentes políticos, não moradores do Rio, mostrou que nenhum -nenhum deles- lia o Globo nos finais de semana. Um preço alto para o Rio que sempre teve -desde D. João- uma imprensa referência de nível nacional. A atual direção transformou um trabalho de décadas de seus fundadores, num tablóide populista desorientando a classe média. Como a matriz citada. Só que agora há um universo de vetores informacionais, que tira este poder dos que, ingenuamente querem ser… mais um partido político.
Mais uma campanha, que passará, num jogo -desesperado e destrutivo- de tentativa e erro. Qual será a próxima campanha do Globo contra o prefeito do Rio? Na verdade: qual será a próxima campanha do Globo contra si mesmo, contra a sua história, contra o jornalismo????
STF: presidente Lula tem 10 dias para dar informações sobre IOF
Ministra Ellen Gracie decidiu que ação do DEM será julgada em plenário.
DEM entrou com nova ação nesta terça-feira.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, deu prazo de dez dias para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva forneça informações sobre o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Na segunda-feira (7), o Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o aumento do IOF. E, nesta terça-feira (8), entrou com nova ação, contra a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras.
“Diante da inegável relevância da matéria tratada na presente ação e do seu especial significado para a ordem social e a segurança”, Ellen Gracie aplicou procedimento previsto na Lei 9.868/99, segundo o qual a ação será julgada em definitivo pelo plenário do STF, a partir de fevereiro, quando termina o recesso dos ministros, sem apreciar o pedido de liminar (decisão provisória).
Após o prazo de dez dias, a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) terão cinco dias cada para prestar informações.
Na avaliação do DEM, a medida provisória que aumentou a CSLL de 9% para 15% é inconstitucional e não poderia valer este ano. O presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou que, apesar de o STF já ter analisado a questão em ações anteriores e dar ganho de causa ao governo, a nova composição da corte poderá favorecer a oposição.
No caso do IOF, segundo Rodrigo Maia, o argumento é que haveria dupla cobrança do imposto e que foi desrespeitado o princípio constitucional da isonomia.
Pelas medidas anunciadas pelo governo, a alíquota diária do IOF para pessoas físicas passou de 0,0041% para 0,0082% e criou-se um alíquota extra de 0,38%. O partido considera que há dupla cobrança para o contribuinte.
Novo IOF vai pesar mais sobre crédito que CPMF
SÃO PAULO e RIO – A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) afirmou que o custo com o aumento do IOF nas operações de crédito será superior ao que o consumidor economizará com o fim da antiga CPMF.
Ao fazer simulações de financiamento com as novas alíquotas do imposto, que dobrou de 1,5% para 3%, segundo as regras anunciadas pelo governo para compensar a perda do imposto do cheque , a Anefac usou como exemplo a compra de uma TV de 26 polegadas em 12 prestações, pela qual o consumidor tinha de desembolsar R$ 180,09 por mês, considerando uma taxa de juros de 6%. Ao final do contrato de financiamento, o consumidor teria pago R$ 2.161,08 pelo aparelho. Com o novo IOF, as prestações mensais sobem para R$ 181,38 e o total chega a R$ 2.176,56. Nesta simulação, a diferença entre o valor pago com o IOF de 1,5% e o de 3% é de R$ 15,48, quase o dobro do que o consumidor ganharia com a derrubada da CPMF (R$ 8,16).
O vice-presidente da Anefac, Miguel de Oliveira, afirmou que o prejuízo aumenta à medida que se espicham os prazos de pagamento. É o que mostra a simulação de um financiamento de um carro zero quilômetro, com preço à vista de R$ 25 mil, em 60 meses. A taxa mensal de juros considerada foi de 2%. Pelas regras antigas, o consumidor pagaria um total R$ 44.415 pelo veículo, preço que sobe para R$ 45.802,30 com a incidência do IOF de 3%.
Para a Anefac, os custos extras podem pesar ainda mais no bolso, pois os bancos podem ainda repassar para o consumidor o aumento de 9% para 15% da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro.
O aumento do IOF não foi bem recebido por quem esperava começar o ano com o bolso mais aliviado ou pretendia adquirir bens a prestações. De acordo com a matéria publicada pelo Globo, um dia depois do anúncio do governo do aumento de impostos para compensar a perda da arrecadação da CPMF, os consumidores ficaram com a sensação de que, mais uma vez, eles é que vão pagar a conta. Segundo João Carlos Gomes, coordenador do Núcleo Econômico da Fecomercio-RJ, as medidas do governo atingem o poder de compra da população, em especial de baixa renda, já que tem efeitos no custo do crédito.
Economia 2008: O que o brasileiro pode esperar?
As previsões de 2008 indicam que se não houver uma recessão na economia americana, o Brasil deve crescer entre 4% e 4,5% nos próximos anos. Entraremos em um ciclo virtuoso como prevêem alguns? As previsões também falam na continuidade da estabilidade do Real, e do controle da inflação. Haverá perigo de os investimentos não virem na velocidade requerida pela demanda? As perguntas, neste começo de ano são muitas. Os brasileiros têm motivo para otimismo, como querem alguns?
EXPANSÃO
“O brasileiro pode esperar mais um ano de crescimento econômico como o que se verificou em 2007, expansão da economia brasileira em torno do 5% e taxa de inflação abaixo de 4,5%. Expansão do emprego, expansão do consumo e expansão dos investimentos produtivos. Ainda do ponto de vista macroeconômico o saldo da balança comercial será menor e déficit em transações correntes ressurgindo, o que pode significar a volta da vulnerabilidade externa”.
RICARDO ELEUTÉRIO
Economista
INCERTEZAS
“Os dados recentes justificam a otimismo do brasileiro em relação à 2008. Entretanto, precisamos incluir em uma análise de cenários entre outras variáveis a incerteza em relação ao tamanho da crise americana que pode impactar no crescimento do país, o aumento internacional do preço do petróleo e do consumo interno que pode elevar a inflação, possibilidade de corte nas contas públicas (gastos correntes+investimento), atraso na execução do orçamento federal e interrupção na queda das taxas de juros. Portanto, grandes são os desafios a serem enfrentados pelos agentes públicos e privados para que o cenário otimista prevaleça no próximo ano.”
ALBERTO TEIXEIRA
Diretor-Executivo da Escola de Formação de Governantes (EFG)
OTIMISMO
“Como empresário da Construção Civil estou muito otimista com relação a 2008. Creio que o país deverá crescer em torno de 5% e que o Mercado Imobiliário deverá continuar em ritmo de crescimento. Creio que as taxas de juros tendem a cair favorecendo assim o setor produtivo. Além do cenário externo favorável, da estabilidade econômica vivida no país, acredito ainda que na esfera estadual haverá um incremento nas ações voltadas para a habitação de baixa renda e nas obras de infraestrutura. “
MARCELO CAVALCANTE
Vice Presidente do Sinduscon-CE
COMEMORAÇÃO
“Apesar da perda da CPMF que o governo suprirá fatalmente com o aumento do IOF, a economia do Brasil tem uma forte tendência de crescimento em 2008 em função da estabilidade e da credibilidade que o setor econômico conquistou no exterior, provando que as crises Americanas não afetam mais a nossa economia como acontecia antes, além do amadurecimento do setor privado que está atraindo parceiros de fora com mais profissionalismo e segurança nos investimentos. Temos tudo para comemorarmos, e esperar que 2008 seja o ano da década”.
ARMANDO CAVALCANTE
Presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE)
DINAMISMO
“Sou otimista. Acredito que apesar da desaceleração da economia americana, a economia brasileira será capaz de manter o dinamismo, tanto pelo crescimento do consumo das classes de mais baixa renda, como pela expansão do crédito que deve avançar a níveis bem superiores aos atuais 34% do PIB. Espera-se que o Brasil atinja o Grau de Investimento, e passe a receber capital de investidores internacionais em maior volume. Se o Governo controlar a carga tributária, e for capaz de estimular os investimentos em infra-estrutura, o Brasil dará um grande passo em 2008″.
HONÓRIO PINHEIRO
Presidente do CDL
CONTROLE
“Acredito que se o governo controlar os gastos públicos, reduzindo os gastos correntes, sair da retórica e iniciar os investimentos que constam no PAC , com certeza essas ações passará para o setor privado a confiança necessária para que os investimentos internos e externos sejam feitos de imediato, aumentando assim a probabilidade do desempenho econômico de 2007 se repetir em 2008. A equipe econômica já demonstrou sua competência no controle da inflação, e está vigilante. O Brasill tem tudo para continuar nesse ritmo de crescimento.
Francisco José Mateus
Presidente da Abance
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